Curso Básico de Escalada - Aula 1
(aprendendo sobre o material, nó de encordamento e escalada)
06 de janeiro de 2013
Morro da Babilônia - Top Rop na Via Roda Viva
Cintia Daflon, Jussie Caverna, Gerson Luis, Jonathas Fonseca e Alexandre Brantes
Nesse dia dediquei meu tempo de férias para uma missão importante: levar meu cunhado Juninho e seu primo Alexandre à Urca
para conhecerem o que realmente é uma escalada. Por todos esses anos
de convivência que tiveram comigo, creio que nesse dia muitas coisas puderam
ser desmistificadas por eles na visão que tinham sobre o esporte e as pessoas
que o praticam. A primeira coisa que puderam ver é que o alpinismo reúne e
agrega pessoas de diferentes lugares e culturas, pessoas que em sua essência são como todos - NORMAIS! Pessoas como eles, que crescendo no interior da região serrana
do Rio de Janeiro foram acostumados a ver aqueles "seres estranhos" que
carregavam em suas enormes mochilas não apenas suas aventuras, mas também todo um mundo estranho e irreal para eles àquela época. Me lembro por
exemplo, que por algumas vezes quando ainda ajudava o meu sogro na lavoura,
Juninho meu cunhado (Jonathas) ainda "moleque" na época e outras
pessoas que também ali estavam, sempre me indagavam sobre esta vida "estranha" e aventureira ao virem
passar um grupo de alpinistas carregando suas grandes mochilas na direção dos
Três Picos de Nova Friburgo, afinal, foi assim que um dia eu também
cheguei ali em Salinas. Creio, portanto, que tendo eles hoje conhecido o Curso
Básico de Escalada (www.companhiadaescalada.com.br), finalmente puderam ver que
o alpinismo não é um esporte de "malucos" ou "doidos" que
não pensam, nem tem o que fazer na vida; mas um esporte como outro qualquer que
diferentemente de alguns outros esportes, requer mais do que nunca, um
companheirismo e atenção em relação ao outro que são verdadeiros, uma
concentração motivada, um desenvolvimento físico, psíquico e emocional
que controla e vence o medo, um esporte de pessoas normais - de carne e osso - que
embora vivendo os melhores momentos de suas vidas nas alturas, são pessoas que
tem o "pé no chão" e realmente sabem o que
fazem. E o que fazem? Desfrutam de uma das maiores belezas naturais dadas pelo
Criador àqueles que tem uma real sensibilidade para poder enxergá-las: AS
MONTANHAS! Finalizo essa edição me lembrando do dia agradável que passamos na
companhia da Cíntia (esposa do Flavio Daflon),
que foi a instrutura do curso ministrado aos meus futuros companheiros de
cordada (Juninho e Alexandre), além
da satisfação é claro de ter guiado depois de 20 anos parado os primeiros
lances da Via Roda Viva no Morro da Babilônia - Urca / RJ; e, também não me
esquecendo, satisfação por ter reencontrado o José Maria, um amigo de escala "das antigas" quando
ainda, eu, o Flavio Daflon e outros, juntos frequentávamos alguns Clubes de
Montanhismo no Rio de Janeiro naquela década de 80.
Gerson, Juninho, Alexandre e Jussiê
Cíntia Daflon ministrando o curso básico de escalada aos novos alunos
Depois de 20 anos parado e o retorno ao esporte em outubro de 2012, minha segunda experiência foi experimentar o prazer de novamente guiar uma cordada,
ainda que para uma aula de escalada...
Valeu Flavio e Cíntia pela oportunidade!
































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